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O grito para uma Taguatinga melhor

Uma das maiores arrecadadoras de tributos no DF está abandonada e movimento de cidadãos taguatinguenses busca renovação e melhorias para terem uma vida melhor

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Ela é recordista em calor humano. É o maior pólo comercial e, uma das cidades mais acolhedoras do DF. Taguatinga é sonho e ao mesmo tempo, dura realidade. A situação em que hoje se encontra tem incomodado os moradores e comerciantes que tentam encontrar uma solução para os problemas enfrentados na região.
A cidade vive um caos urbano devido ao seu crescimento desordenado, trânsito complicado, sérios problemas de segurança e a falta de investimentos do governo pioram a cada dia a qualidade de vida dos seus habitantes.

Taguatinga está cansada da má administração e, principalmente, da omissão por parte dos governantes.
Projetada no Plano Urbanístico de Brasília para ser cidade dormitório, hoje com 56 anos Taguatinga está longe disso. Cidade independente, considerada capital econômica do Distrito Federal, com 12 mil empresas, 100 mil trabalhadores e um comércio que abastece a população local estimada em 300 mil habitantes.

Em defesa da região administrativa nasceu o Movimento Taguatinga Unida (MOVITU) . O movimento iniciou suas atividades em dezembro de 2012, através do jornal Satélite tendo com idealizadores o advogado e jornalista Willon Wander Lopes, o empresário Justo Magalhães e o cidadão Ronaldo Seggiaro , em um encontro cívico que reuniu 35 pessoas no Auditório dos Pioneiros da Administração Regional.

O MOVITU expressa hoje a força cidadã de Taguatinga e conta com a participação de entidades representativas da sociedade local, com membros da Associação Comercial e Industrial de Taguatinga (ACIT), do Conselho de Saúde, da Câmara de Vereadores Comunitários, de algumas prefeituras comunitárias, de meios de comunicação local, dos clubes de serviço Rotary e Lions, da Academia Taguatinguense de Letras, da agenda 21, de moradores, trabalhadores e servidores públicos da cidade.

Em prol da qualidade de vida

O MOVITU é um movimento apartidário que não tem uma chefia específica.
No momento há uma coordenação exercida por Ronald Filgueiras, Ronaldo Seggiario e Arielda Carneiro. Com a Associação Comercial e Industrial de Taguatinga apoiando as ações. Os encontros dos participantes do MOVITU acontecem as terças feiras, às 19 h, de quinze em quinze dias na sede da ACIT.
Hoje a associação não se preocupa apenas com o aspecto empresarial, mas também com a própria cidade que convive com o descaso. Todo o processo que desrespeita a cidade seja no âmbito social, na área cultural e principalmente na mobilidade urbana, faz com que o MOVITU tome medidas preventivas.
O Coordenador do Movimento Ronald Filgueiras reforça a preocupação dos demais membros no sentido de reivindicar ações que venham trazer melhorias para Taguatinga. “Entre as principais reivindicações estão a definição da poligonal de Taguatinga, pois a cidade vem ao longo dos anos perdendo “pedaços” do seu território original; construção do túnel da Avenida Central, mas não no projeto apresentado pelo Governo, resolução para o trânsito nas Avenidas Comercial Sul e Norte e das Avenidas Samdu Sul e Norte e problemas de Segurança Pública, afirma.
O grupo atua em varias frentes de participação popular, tais como: Conferência sobre meio ambiente; Rede Social Conselhos de Saúde, de cultura e de segurança, Comitê da Agenda 21, Orçamento Participativo, Conferência das cidades, e nos debates em torno de temas importantes para a cidade como: Código de posturas; Políticas Regionais de Cultura, Fórum dos Conselhos, Lei de Uso e Ocupação do Solo.
“Apesar do pouco interesse e desânimo da população com as questões políticas, o MOVITU tem conseguido unir moradores para juntos lutar pela melhoria da qualidade de vida da cidade”, completa o coordenador Ronald Filgueiras.

Parceria gratificante

O presidente da ACIT Justo Magalhães é um dedicado apoiador do MOVITU. Justo defende a mobilidade e a reestruturação urbana. “Quando se fala de mobilidade urbana, fala-se em respeito para com o pedestre que habita ou visita nossa cidade. Temos a obrigação de oferecer-lhes condições para que possam andar com segurança, usufruir do nosso comércio e dos nossos serviços e sintam satisfação em viver ou vir a Taguatinga.” opina.
“Não podemos conviver com uma cidade esburacada, sem árvores, um trânsito caótico, dificuldades para o pedestre circular, falta de local para estacionar. Essas situações têm que ser resolvidas para que atrair mais consumidores de todo o DF. Se a situação de Taguatinga continuar assim abandonada, dentro de pouco tempo as pessoas deixarão de vir aqui para consumir, se divertir e encontrar amigos. A região está se transformando em uma cidade em que o cidadão não tem a menor condição de viver ou frequentar. Já tivemos vários governantes e nenhum deu a importância que Taguatinga merece. Cerca de 60% dos empregos são ocupados por pessoas que moram na região do entorno de Taguatinga, na área de comércio, indústria e serviços é considerada um polo econômico do DF e entorno”, conclui.

Crescimento fácil. Aceitação difícil

A moradora Fátima Azevedo veio para Taguatinga adolescente em busca de melhoria de vida e acompanhou o crescimento da cidade. Ela reclama que hoje é impossível transitar com tranquilidade sobre as calçadas das avenidas comerciais. “Os carros, pedestres e lojas disputam espaços devido o crescimento desordenado da cidade”, afirma.
Também faz uma alerta sobre a violência na região devido às drogas, as praças e alguns pontos da cidade são tomados por usuários que causam medo aos moradores da região. “É preciso atenção das autoridades para essas pessoas em situação de risco, resgatar e ajudar é obrigação do estado, afinal também corremos riscos”, preocupa-se.

Conecte-se ao MOVITU

Taguatinga uma das cidades mais importante do DF sofre descaso por parte do governo, não há investimento, vivem em total abandono. Movimento Taguatinga Unida é a força dos moradores, comerciantes, lideranças, entidades e associações em defesa da cidade.
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Carta compromisso por Taguatinga

1- Desenvolvimento e Planejamento Urbano
1.1 Mobilidade e Acessibilidade
As calçadas devem seguir a NBR 9050, com imediata liberação das mesmas para a acessibilidade de todos (Proibição de estacionamento de carros, retirada de muretas, fradinhos, placas e comercio ambulante). A pavimentação das calçadas deve ser uniforme, criando padrão estético com plantas, sinalização, iluminação e adaptação para deficientes. Rever o posicionamento de bancas e quiosques, com priorização da segurança, da visibilidade e da iluminação de espaços inseguros, escuros e degradados
1.2 Sistema viário
Realizar estudo sobre reordenamento da rede viária, com discussão e a apresentação de uma proposta sustentável, inclusiva e segura.
Não podemos aceitar soluções precárias, paliativas sem viabilidade ao longo do tempo. Exemplo: Projeto do túnel na Avenida Central. Na forma que se pretende não ira solucionar o problema do transito da cidade.
Conclusão da 3ª faixa do Pistão Sul e revisão do trafego naquela avenida.
Transporte urbano: Realização de estudos para a definição de um sistema de transporte urbano, inteligente, integrado, com inovação tecnológica e priorizando o transporte de massa, com qualidade e sustentabilidade. De tal forma que os projetos de transporte urbano, privilegie a solução do transito nas comerciais Norte e Sul bem com na Avenida Sandu.
Promover o comitê de transporte de Taguatinga, elegendo seus conselheiros.
2- Regularização das Cidades
2.1 Marcos Legais
Definição da poligonal legal ou proposta, poligonal das unidades de conservação, poligonal das áreas rurais, com propostas apresentadas pela comunidade.
2.2 Destinação e Definição de Espaços
Revisão do PDL de Taguatinga, tendo como base o estatuto das cidades com aplicações de normas como IPTU progressivo em código de obras e um código de posturas que traduza sustentabilidade e qualidade de vida.
Solução para o Setor de Indústrias das QIs, para que se proíba a continuidade de construções de prédios residenciais em um setor que já tem vários problemas de transito, rede de esgoto com mais de 40 anos, problemas de redes de águas pluviais, e principalmente o fato de se construir moradias junto a indústrias e outros tipos de comercio, o que ira trazer problemas futuros de convivência e qualidade de vida.
Definir o Setor Cana do Reino para expansão empresarial com modelo de concessão de uso e não nos moldes do atual PRODF, para que se impeça a especulação imobiliária e que se preserve o uso empresarial para o qual será criado, ajudando na geração de emprego e renda.
Proibir construções de prédios nas esquinas residenciais da cidade, ou limitar o numero de pavimentos.
2.3 Meio Ambiente
Proteger o meio ambiente em todas as soluções aplicadas à cidade, levando em consideração a harmonia entre o homem e as ações ambientais, recuperação de áreas degradadas.
Proteção dos parques, incentivando o uso harmonioso da comunidade, promovendo a integração entre o homem e o meio ambiente.
3 – Paisagismo e Humanização
3.1 Arborização
Executar um projeto urbano e paisagístico, voltado para a humanização da cidade, com arborização das ruas, criação de jardins e espaços verdes e a preservação das arvores nativas.
3.2 Requalificação das Áreas
Desenvolvimento de projetos transformadores que possam mudar as fachadas das escolas e os espaços públicos, tornando-os mais agradáveis, acolhedores e com mais segurança.
3.3 Iluminação Pública
Reordenamento do sistema elétrico conforme o numero de habitantes, com manutenção e troca de ramais com qualidade e inovação tecnológica.
3.4 Educação para a Cidadania
Para se construir uma cidade acolhedora e humana, é indispensável a educação cidadã. Por isso é imprescindível que o governo desenvolva ações educativas para a conscientização da população sobre a necessidade de se preservar o bem comum, incluindo essa matéria com ênfase no currículo escolar.
4- Segurança Pública
4.1 Instituir um sistema de segurança pública eficiente para as áreas de concentração de comercio e industria, como exemplo: Avenidas Comercial Sul e Norte, Centro de Taguatinga e Setor de Industrias.
5 – Conselho de Representantes Comunitários de Taguatinga
5.1 Cumprimento da lei orgânica do DF, artigo 12, com imediata formação do Conselho de Representantes Comunitários de Taguatinga.
Escolha do Administrador Regional de acordo com o estabelecido na Lei Orgânica do Distrito Federal no parágrafo 1º artigo 10 e respeitando-se as indicações da comunidade.
Como sempre na vanguarda da defesa da cidade, a Associação Comercial e Industrial de Taguatinga – ACIT- propõe a instituição de um grupo de trabalho formado por governo, sociedade organizada e empresários, para traçar linhas de ações necessárias para o desenvolvimento da cidade, tendo esse grupo a prerrogativa de acompanhar e fiscalizar essas ações.